Galera Record

Resenha dupla: Um caso perdido e Sem esperança

10 dezembro


      Colleen Hoover é uma das autoras mais queridas nos gêneros New Adults (novos adultos) e Young Adults (jovens adultos) e como já havia lido dois livros dela "Talvez um dia" e "Finding Cinderella" decidi que devia ler mais para ter uma opinião melhor sobre a escrita da autora. E sim gostei muito das leituras anteriores, por isso mesmo que queria confirmar se ela mantinha a mesma linha nos demais livros. Parti então para a leitura da série "Hopeless", composta de três livros, são eles: "Um caso perdido", "Sem esperança" e "Em busca de Cinderela"(nome em inglês: Finding Cinderella). Apesar de ter lido o conto extra antes dos primeiros livros da série não fazia ideia do que se tratava a leitura. 
      Você deve estar se perguntando em que mundo eu vivia pra não ter lido e nem ouvido nada sobre essa série até o momento, eu simplesmente esbarrava com as capas, mas não me sentia atraída o suficiente para iniciar a leitura. Quando terminei de ler "Talvez um dia" eu decidi que leria outros livros da Colleen, porém iria me abster de segundas opiniões e principalmente porque queria me surpreender. Então vamos aos livros em questão.
      Sky é uma garota de dezesseis anos que foi adotada ainda na infância. Sua relação com a mãe adotiva é muito boa e ela não se lembra muito da sua infância antes de ir morar com Karen. Na casa das duas não possui computadores, nem celulares ou televisões, Karen se diz avessa às tecnologias. Além disso, Sky foi educada em casa e a sua melhor amiga também é sua vizinha. A vida de Sky parece perfeita, mas tudo começa a ficar instável a partir do momento em que conhece Holder, um garoto conhecido pelo seu temperamento forte e que mexe com os seus sentimentos de uma forma incomum para ela. Para agravar um pouco mais a sua situação sua melhor amiga está de mudança para o exterior e ela precisará encarar os estudos em uma escola pela primeira vez sozinha. Sem conhecer ninguém, ela precisa enfrentar pré-julgamentos e terá um longo e difícil ano pela frente.
      O livro tem uma boa dose de drama e quando o passado de Sky começa a vir à tona tudo se encaixa muito bem. A leitura é fluida e se desenvolve em tempo hábil, sem ser muito corrida ou muito lenta. Os personagens são bem compostos e todos tem um passado difícil, o que acaba moldando bem o comportamento de cada um agregando o peso necessário para história.
      O livro tem clichês? Sim, alguns. Tem falhas? Nada que me incomodasse a ponto de me fazer desistir da leitura. Meu único problema foi durante a leitura do segundo livro, ler duas vezes a mesma história e por vezes o mesmo diálogo me deixou um tanto que exaurida. Gosto muito dessa jogada de alternar os pontos de vista que tem sido adotada com frequência na literatura, porém, por se tratar da mesma história narrando os mesmos fatos em outro livro não me agradou. O segundo livro tem aspectos positivos, mas acho que aproximadamente só vinte por cento traz fatos novos para história, portanto pouco se aproveita do enredo e é possível saltar diversas páginas. Recomendo um intervalo grande entre as duas leituras, acredito que teria uma experiência mais agradável se tivesse esperado um bom tempo para iniciar a segunda leitura.
      Não há muito o que se falar sem deixar escapar um pouco do que vem mais a frente na leitura e como já mencionei o segundo livro traz a mesma história de uma perspectiva diferente, portanto não faria o menor sentido em escrever duas resenhas. A duologia traz bons livros, não classifico-os como excepcionais, mas cumprem bem a proposta que trazem, tem drama, segredos e personagens carregados de empatia. Uma ótima dica para quem gosta de literatura voltada para o público jovem.

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José Olympio

Te conto um conto: O Papel de Parede Amarelo

26 novembro

Autora: Charlote Perkins Gilman

O feminismo tem sido um tema cada vez mais recorrente na literatura. Personagens femininas antes submissas a uma sociedade patriarcal (dominada pelo homem) passam em um cenário atual a ter voz, coragem e força para expressarem suas opiniões . Não se deixem enganar ainda tem muitos livros que tentam passar essa representatividade feminina de forma errônea só por ser um tema está em foco e que de certa forma “vende” mais, por isso é importante ter um olhar crítico e conhecer a fundo a história por trás do feminismo. Vale ressaltar que o feminismo em nenhum momento tem como objetivo a superioridade das mulheres e sim, a busca pela igualdade dos sexos. Esse é um tópico que pretendo abordar com calma posteriormente, hoje quero falar sobre um conto que se encaixa bem no feminismo.
Será que o feminismo é um tema novo na literatura? Se engana quem respondeu sim, temos diversos exemplos como Virginia Wolf, Jane Austen (diga-se de passagem uma autora que escreveu uma crítica e tanto da sociedade na época em que viveu), Alice Walker e tantas outras que fugiram totalmente do estilo literário predominante na suas respectivas épocas e criaram personagens que valem a pena serem conhecidas por todos. Hoje, irei falar um pouco sobre um conto publicado pela primeira vez em 1891, escrito pela autora estadunidense Charlotte Perkins Gilman. A autora que já fugia da regras sociais que dominavam o seu tempo, tem o conto “O papel de parede amarelo” como um dos seus escritos mais famosos. Já adianto que é uma ótima leitura.
O conto é escrito em forma de diário por uma mulher diagnosticada com uma depressão nervosa temporária. Seu marido que é médico toma a decisão de mantê-la confinada em um quarto, proibida de fazer qualquer atividade, ela começa a escrever em segredo em seu diário. Logo, ela se torna obsessiva pelo papel de parede amarelo do quarto e começa a imaginar que há mulheres presas nele.
“O papel de parede amarelo” traz um relato verídico sobre a depressão, descrita de uma forma profunda e que causa até mesmo sofrimento. O leitor sofre com a personagem, sente suas angústias, ao mesmo tempo que lê nas entrelinhas grandes críticas a sociedade dominada pelo homem e que pouco se sabia sobre a depressão.

Poucas palavras foram suficientes para descrever os distúrbios causados pelo confinamento e forma como a mulher não tinha voz perante a sociedade. Uma leitura de grande valor e que deveria ser de conhecimento de todos.
Esse conto está disponível no Kindle Unlimeted.

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José Olympio

Resenha: A cor púrpura

12 novembro


Autora: Alice Walker. Editora: José Olympio. Páginas: 336.
Eu nunca havia lido muito a respeito do livro “A cor púrpura” e nem sobre a autora dele, confesso que foi um tiro no escuro. As informações que tinha antes de realizar a leitura era que o livro havia sido premiado no Pulitzer de Literatura e que tinha um filme produzido por Steven Spielberg. Não vi o trailer e nem li a sinopse, embarquei na leitura de coração aberto e logo de cara já estava sofrendo junto com a protagonista.
“A cor púrpura” não é só mais um livro, é o livro. É uma leitura dolorosa em grande parte, sua protagonista é construída em cima de grandes dores, perdas e separações. Cellie é uma mulher negra e semi-analfabeta que mora no sul dos Estados Unidos no início do século XX. Não é necessário ser um perito em história para saber que existia uma segregação racial na região sul na primeira metade do século passado, apesar de não existir mais a escravatura, a discriminação racial era protegida por lei. Por aí, já vemos o absurdo que eram as leis naquela época e tamanha a dificuldade que era a vida em sociedade para os negros. As mulheres não tinham representatividade nenhuma, eram caladas pela voz do marido e por diversas vezes até mesmo agredidas. Mas as dificuldades da vida de Cellie vão além disso, oriunda de uma família desestruturada, abusada pelo próprio pai, separada da sua irmã a única pessoa que a ama e obrigada a se casar com um homem que nem de fato a desejava. Com todos esses percalços na vida seu único refúgio é nas cartas em que escreve para Deus.
A escrita é carregada de regionalismo e pelo fato da protagonista não ter estudado o suficiente comete diversos erros gramaticais. A princípio é difícil se acostumar com a narrativa, mas a medida que vamos conhecendo melhor a protagonista ela vai ganhando voz e se torna fácil entrar no universo dela e a partir daí a leitura flui. Não é uma leitura fácil de digerir, em alguns momentos eu tive que para a leitura e respirar um pouco e só então retomar de onde parei.
Cellie foi abusada de diversas formas, física e psicológica, ela já não confia mais em ninguém, não sente nada em viver, ela só leva a sua vida. Sua realidade começa a se transformar quando conhece Shug Avery, uma mulher totalmente diferente dela, uma cantora, independente e de opinião vai morar em sua casa para se tratar de uma doença que está enfrentando. Shug é amor da vida do marido de Cellie, mas isso pra ela não faz a menor diferença já que não sente nada pelo marido, por outro lado ela nutre uma admiração por Shug e logo uma amizade nasce entre as duas.
Esse é um livro sobre redescobertas, superação e esperança. A trajetória de Cellie, todas as suas dificuldades encontradas em seu caminho árduo e sofrido, torna-a desmotivada e sem esperança. Se reerguer e encontrar motivos para ser feliz não é um processo fácil. E aos poucos a personagem vai ganhando vida, se encontrando e vendo através de outros personagens que precisa reagir, precisa se importar com ela mesma.
Todos os personagens apresentados, principalmente as mulheres, são complexos, reais, palpáveis e bem construídos. O livro mesmo se passando no início do século passado se torna atemporal, por mostrar uma dura realidade, por incentivar o empoderamento e mostrar que as mulheres não devem se calar. Após encerrar a leitura a mensagem transmitida ao longo das páginas continua ecoando em minha mente e provavelmente seguirá por toda a minha vida. Essa é uma leitura que indico a todos, para ser feita de coração aberto e preparado para sentir a realidade de uma personagem tão machucada pela vida, que mesmo desgastada por tudo o que já viveu consegue mesmo após anos se reerguer e encontrar motivos para viver.
Esse título está disponível no Kindle Unlimeted, para quem é assinante é uma ótima oportunidade de leitura.

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Generale

[Especial Halloween] Resenha: Medo de Palhaço

31 outubro



Autores: Marcelo Milici, Filipe Falcão, Gabriel Paixão, Matheus Ferraz e Rodrigo Ramos.
Editora: Generale. Páginas: 274.
Você tem medo de palhaços? Você já ouviu o termo Coulrofobia se referindo a esse tipo de medo? Não é muito raro nos depararmos com histórias assustadoras de palhaços ou mesmo ouvir relatos de pessoas que possuem medo desses personagens. Se você tem interesse e quer saber mais sobre esses personagens que muitas vezes são uma tentativa frustrada de humor e acabam assustando ao invés de provocar risos, "Medo de palhaço" é o livro indicado para você. O pessoal do blog Boca do Inferno decidiu reunir nesse livro um compilado sobre a origem, as lendas, os livros e filmes protagonizados por palhaços.
“Medo de Palhaço” está simplesmente I-N-C-R-Í-V-E-L. Além da parte gráfica que está muito bem elaborada, o livro está muito bem escrito e conta com uma pesquisa minuciosa sobre o tema, apresentando desde fatos históricos até fatos recentes tudo com muita propriedade. Preciso confessar que não sou fã de palhaços, não consigo encontrar graça nesses personagens, e mesmo não tendo coulrofobia prefiro por diversas vezes manter uma certa distância na vida real e deixá-los próximos apenas em filmes ou livros de terror/horror. E como estamos falando sobre o Halloween este livro cabe super bem pra situação.
Logo na introdução um dos autores do livro conta como surgiu a obsessão pelo tema e como superou o próprio medo de palhaço. Ele chega a citar que um dos personagens que mais o aterrorizou na infância era do Batman, isso mesmo, você não leu errado, tudo isso por causa de uma cena em que o Coringa aparece após uma jornalista ter um ataque de risos em meio a uma apresentação no telejornal. A forma como o autor tem propriedade para falar sobre o assunto garante a veracidade dos fatos expostos.

Os primeiros capítulos se dedicam a situar o leitor sobre a origem dos palhaços desde a Roma Antiga aos dias atuais, aborda ainda um pouco sobre a etimologia da palavra palhaço em alguns idiomas, auxiliando a formar a imagem do personagem em questão. Além disso, ainda é abordado sobre os bobos da corte e a diferença entre eles e os palhaços. Apesar de estarem conectados por brincarem com os costumes da época os palhaços apresentam uma função social distinta. Como já mencionei o livro traz uma visão termo coulrofobia com embasamento científico, explicando um pouco mais sobre o trauma e os sintomas.
Uma das lendas abordadas no livro é a do palhaço que roubava órgãos em Osasco. Por não ter registros específicos do caso, acredita-se que na década de 1990 algumas crianças foram abordadas por uma pessoa caracterizada de palhaço e em seguida desapareceram. Dias depois o corpo era encontrado com uma grande incisão que ia da barriga ao tórax. As autópsias revelaram que os corpos estavam sem coração, rins e outros órgãos aptos para o transplante. O medo tomou conta da região de Osasco e das cidades vizinhas na época. A repercussão nas mídias não ganhou proporções nacionais o que garantiu o início de uma lenda. Com o passar dos anos a história foi ganhando novas versões e se espalhando de diferentes formas, mas não há dúvidas que o medo se espalhou naquela região.
Outra história apresentada é a de John Wayne Gacy Jr. um cidadão acima de qualquer suspeita, com uma ficha impecável que se vestia de palhaço para entreter crianças. Seus vizinhos ficaram surpresos quando a polícia começou a escavar o quintal dele e encontrar diversos corpos. O livro conta com um capítulo exclusivo sobre todos os detalhes da vida do serial killer, como foi descoberto e seu julgamento. Ao final do capítulo é apresentado alguns ‘reviews’ de filmes baseados na história de Garcy e ao final é dada uma nota para o mesmo. O com maior pontuação é “Dear Mr. Garcy”, que é classificado como um thriller psicológico de primeira linha, com pouco sangue, porém bem estruturado.

Para quem é cinéfilo e gosta de filmes de terror esse livro é um prato cheio, pois traz diversos reviews como o citado anteriormente de filmes com palhaço na trama principal, todos acompanhados de uma nota ao final. O que é ótimo para ajudar na hora de escolher um filme do gênero para assistir. Um dos destaques é o Pennywise, que no momento é um dos palhaços mais famosos da literatura e do cinema, são várias páginas dedicadas a esse personagem. Alguns personagens de desenho animado também foram lembrados como Krusty que aparece em “Os Simpsons” e Arco-Íris: O Palhaço Colorido que aparece em “As Meninas super Poderosa”. Tem ainda, um capítulo especial só para o Coringa, o vilão do Batman, que traz muitos detalhes e fatos interessantes sobre o personagem.




Por se tratar de um livro enciclopédia é impossível entrar nos mínimos detalhes sobre o vasto conteúdo apresentado nele. Posso afirmar que os autores se engajaram e fizeram um trabalho impecável. A escrita é da mais alta qualidade e todos os fatos são bem organizados. Os autores possuem total domínio sobre o tema e conseguem surpreender o leitor. A edição está magnífica, conta com diversas fotografias, páginas coloridas e um design gráfico lindo. Se você tem curiosidade em conhecer um pouco mais sobre lendas, histórias reais e filmes relacionados com o tema esse é o livro ideal.
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Halloween

[Especial Halloween] Sessão Pipoca: Stranger Things 2

28 outubro


Olá Rascunheiros! Renner aqui pra essa véspera de Halloween (de novo). A segunda temporada de Stranger Things acabou de sair na Netflix e, claro, maratonamos. A sequência desta série cheia de referências como a “Chicken Race” do filme footlose com a canção icônica de Bonnie Tyler “I Need a Hero”, as fantasias de Ghostbusters no Halloween, o pôster de Tubarão na casa de Will, a estréia de O Exterminador do Futuro passando em todas as TV’s. Stranger Things captura essa sensação nostálgica dos anos 80, mas não fica só nisso. A história tem um arco crescente com cenas bem encaixadas, ambientação muito bem feita, todos os pontos bem explanados e bem amarrada.
O marketing dessa temporada surpreendeu (apesar do hype que a série já vinha surfando), com o lançamento de vários teasers e posters cheios de referências (como sempre) e um vídeo com a nossa eterna Chiquinha (Maria Antonieta de Las Nieves) atuando de forma cômica o papel de eleven. Isso sem falar da parceria com o SBT para exibir um especial de Stranger Things, uma aposta inovadora para a Netflix que pode levar os originais Netflix a outro patamar num futuro breve. Teve até uma chamada com Marília Gabriela sobre esse especial, que você confere aqui

 

Daqui para frente, teremos SPOILERS.
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 Nessa segunda temporada vemos que Will escapou do “Upside Down” mas não completamente. Vemos também os conflitos da adolescência iminente dos garotos e da eleven, com cenas de ciúmes até. Novos personagens são adicionados e completam muito bem todo esse mundo, com Mike sentindo que os garotos tentam substituir Eleven com a nova garota Max, o ex-garoto nerd Bob sendo a boa companhia para Joyce (mãe de Will), Billy sendo o novo valentão da escola (posto que era de Steve) e Steve perdendo a Nancy para o irmão de Will. A segunda temporada, longe de ser uma fã service, cresce muito na segunda temporada, mostrando que os demogorgons são apenas lacaios de algo muito maior (uma besta lovecraftiana), que o “Upside Down” está se alastrando, mostrando que eleven não foi a única que sobrou dos experimentos de Brenner e muito mais. Os irmãos Duffer, criadores da série, estão bastante empenhados em entregar uma história de qualidade e, para tanto, tem trabalhado de forma magistral.
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FIM DO SPOILER


E como se não bastasse os 9 episódios muito bem encaixados, todas as referências, os teasers, assim que você terminar de ver a série, será direcionado para um “behind the scenes” com os atores, criadores e produtores falando sobre todo o processo criativo da série chamado “O Universo de Stranger Things”.
Bom galera, aproveitem o fim de semana e maratonem essa série que está fazendo sucesso por toda a sua qualidade e acompanhem de perto o que acontece com Mike, Will, Lucas, Dustin e Eleven, nossos eternos gonnies ou clube dos otários, como preferirem.
Se você já viu a segunda temporada de Stranger Things, deixa ai seu comentário sobre o que achou, se não viu fala o que espera dela. Fui e até a próxima. Happy Halloween!!!
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Desejados

[Especial Halloween] Top 5: Desejados

25 outubro



Olá rascunheiros! Dando sequências nas postagens especiais do mês de Halloween decidi trazer a minha ‘wishlist’ de livros de terror/horror. Para começar vou citar dois quadrinhos que tenho desejado há um bom tempo, mas estou na esperança de esbarrar em uma promoção básica (aliás, nada melhor do que uma boa promoção de livros pra gente completar a nossa estante, oremos!) e em seguida vou citar dois clássicos e finalmente um livro mais recente.


Fragmentos do Horror (Junji Ito)
Como estou cada vez mais familiarizada em ler mangás e claro, pretendo conhecer diversos gêneros dentro deste universo, não poderia deixar de fora da minha lista um autor que é tão conhecido por seus quadrinhos de horror. Fragmentos do Horror traz uma coletânea de histórias curtas que prometem mexer com os nervos dos leitores, aterrorizar e exige que tenha estômago para realizar a leitura, são várias as promessas e estou curiosa para saber se é tudo isso que comentam.


Sinopse: Mestre do terror em quadrinhos, Junji Ito combina o surrealismo e o escatológico em suas histórias. O resultado é sempre bizarro, mas ainda assim — ou quem sabe até por isso mesmo — belo. Se você tem coragem (e estômago), não pode perder Fragmentos do Horror, primeiro livro de mangá publicado pela DarkSide Books. Fragmentos do Horror é uma coleção de histórias curtas, perfeitas para quem quer experimentar o que essa mente tão delirante é capaz de produzir. Itosan oferece ao leitor nove encontros com o desconhecido. Cada quadrinho pode ser fatal, cuidado! Entre as histórias da coletânea, temos uma mansão velha de madeira que gira sobre seus habitantes. Uma turma de dissecação com um assunto nada comum. Um funeral em que os mortos definitivamente não são postos para descansar. Variando do aterrorizante ao cômico, do erótico para o repugnante, essas histórias apresentam o retorno de Junji Ito há muito aguardado para o mundo do horror. Fragmentos do Horror faz parte da nova coleção DarkSide Graphic Novel Tokyo Terror e, como todos os títulos da Caveirinha, vem numa caprichosa edição em capa dura. A tradução foi feita diretamente do japonês e a publicação segue a orientação original, da direita para a esquerda — como tem que ser.


Wytches (Scott Snyder, Jock)
O autor Scott Snyder tem entre os seus trabalhos algumas HQs do Batman (aclamadas pela crítica) e outras histórias do universo da DC, portanto, fiquei bem curiosa para conhecer Wytches que conta uma nova versão sobre as histórias de bruxas que estamos habituados. As bruxas são descritas como seres perversos e diabólicos e prometendo ainda, um ótimo casamento entre o enredo e as ilustrações. Espero poder adquirir o exemplar em breve.


Sinopse: Esqueça tudo o que você já ouviu falar sobre bruxas; quase todas as informações devem estar erradas, de qualquer forma. Aquilo que você aprendeu na escola — que, por séculos, centenas de pessoas foram queimadas, torturadas, perseguidas e assassinadas por bruxaria — é um fato. O que ninguém contou para você é que essas pessoas morreram para proteger uma terrível realidade escondida dos meros mortais: bruxas, bruxas de verdade, existem e estão por aí. Elas são criaturas muito mais perversas e diabólicas do que você poderia pensar — e, portanto, muito mais assustadoras. Ver uma é coisa rara; sobreviver a elas é mais raro ainda. É por isso que quando a família Rook se muda para Litchfield, uma remota cidadezinha de New Hampshire, tentando escapar de uma experiência horrível ao recomeçar do zero, eles não entendem que algo sinistro vive nas florestas ao redor da cidade. Algo que os observa, esperando apenas por uma oportunidade. Algo muito antigo... e voraz. Você até pode conseguir feitiços e milagres delas, mas, para isso, vai precisar pagar o preço. Pai e filha vão descobrir que recomeçar pode ser bem mais difícil quando há uma conspiração secular que envolve a sua família em curso. Com reviravoltas chocantes e uma arte de arregalar os olhos, capaz de combinar medo e beleza, esta é uma obra sobre bruxas que deve ser levada a sério. Scott Snyder já provou suas habilidades como roteirista durante seu tempo escrevendo as hqs do Batman, uma das fases do herói mais aclamadas pela crítica e pelo público nos últimos tempos. Para esta série, ele chama o desenhista Jock, que além de também ter trabalhado em Batman, fez artes conceituais para Star Wars — Os Últimos Jedi e o filme ganhador do Oscar Ex_Machina: Instinto Artificial.


Grandes Contos (H.P. Lovecraft)
H.P. Lovecraft é conhecido como o autor que revolucionou a literatura do horror ao incluir elementos fantásticos tão comuns em livros de ficção científica e fantasia em suas obras, por si só essa afirmação me convence que preciso conhecer a fundo suas obras. Eu li apenas um conto dele e gostei bastante. Vale destacar que a edição é linda!


Edgar Allan Poe - Medo Clássico
Dando sequência nos clássicos não poderia deixar de citar a coletânea de contos do Edgar Allan Poe publicados na coleção Medo Clássico da Darkside. A edição é simplesmente incrível, inclui notas sobre o autor e até mesmo a versão original do poema “O Corvo” e a tradução do mesmo por dois grandes autores Machado de Assis e Fernando Pessoa.


O Vilarejo (Raphael Montes)
Um dos autores nacionais que pretendo conhecer é Raphael Montes, suas obras seguem com diversos elogios e parecem ser realmente aterrorizantes. Em “O Vilarejo” são contadas sete histórias de moradores diferentes de um lugar que vem sendo devastado aos poucos. Estou bem curiosa para conferir o resultado.

Sinopse: Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas. É a partir daí que Raphael Montes cria sete histórias situadas em um vilarejo isolado, apresentando a lenta degradação dos moradores do lugar, e pouco a pouco o próprio vilarejo vai sendo dizimado, maculado pela neve e pela fome. As histórias podem ser lidas em qualquer ordem, sem prejuízo de sua compreensão, mas se relacionam de maneira complexa, de modo que ao término da leitura as narrativas convergem para uma única e surpreendente conclusão.

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Halloween

[Especial Halloween] Te conto um conto: O Aterrorizante Toque da Morte

23 outubro


Robert E. Howard é um escritor estadunidense que escreveu contos e poesias nos mais diversos gêneros. “Conan, O bárbaro” é uma de suas obras de maior destaque e pertence ao subgênero da fantasia “espada e feitiçaria”, do qual é considerado um dos precursores. Eu ainda pretendo falar melhor sobre essa obra um dia aqui no blog, mas hoje o foco será um dos contos presentes no livro “Rosto de Caveira, Os Filhos da Noite e Outros Contos” que como o nome já sugere é uma coletânea de contos fantásticos que conta com elementos sobrenaturais e também combates.
Adam Farrel era um velho que sempre viveu só em seu casarão, nunca teve amigos e sua morte contou apenas com duas testemunhas um médico, Doutor Stein, e um homem chamado Falred. Devido ao fato de Farrel não ter amigos, Falred decidiu que iria velar o corpo do velho durante a noite, mesmo que sozinho. O que ele não sabia é que aquela noite estava longe de ser uma noite tranquila.
Por se tratar de um conto relativamente curto não cabe nesta resenha conter muitos detalhes. O clímax fica por conta de todo o suspense em volta dos acontecimentos noturnos e em como a morte, por si só, é capaz de incomodar e perturbar. É possível sentir toda a tensão do personagem à medida que o medo vai tomando conta dele e o desfecho é sem dúvidas a cereja no topo do bolo.

Esse foi o conto que eu mais gostei do livro, ele contém a medida certa de suspense e terror psicológico. O desenvolvimento é rápido e dinâmico, mas não deixa de surpreender. Recomendo a todos que gostam do gênero.
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