Lançamentos

Top 5: Livros Desejados do Mês de Julho

22 julho


Olá pessoal, tudo bem?
Finalmente estou voltando ao blog e retornando com uma das colunas que mais gosto, a dos livros desejados. Nesses últimos meses tem saído muitos livros que chamaram a minha atenção, e apesar de gostar de diversificar minhas escolhas, hoje eu decidi compartilhar com vocês os meus desejados românticos para esse mês de julho. Então vamos lá?


Li poucos livros sobre casamento e Meus dias com você tem uma sinopse bem intrigante, sem falar que a capa está linda. A premissa já me fez pensar nas escolhas que fazemos ao longo da vida e por mais que possa trazer uma lição, existe algo do qual não escapamos que são os momentos perdidos. Sem contar que não sei o que esperar da trama, mas espero que a leitura seja imprevisível. Já estou ansiosa para conhecer essa história!

Sinopse: Quando o marido de Zoe morre, o mundo dela desaba. Mas e se fosse possível tê-lo de volta?
Numa fatídica manhã, Ed e Zoe têm uma discussão terrível, algo recorrente no seu casamento em crise, e ela acaba se despedindo de forma brusca quando ele sai para o trabalho.Pouco tempo depois, um ônibus acerta a bicicleta de Ed, matando-o e deixando Zoe arrasada por não ter lhe dito quanto o amava. Se tivessem ficado mais um pouco juntos aquela manhã, ele ainda estaria vivo? Será que poderiam ter reconstruído o amor que os unira?Após dois meses, Zoe ainda não conseguiu se conformar. De luto, decide cuidar do jardim do marido, quando acaba caindo e desmaiando. Então, algo estranho acontece: ao acordar, ela está em 1993, no dia em que conheceu Ed na faculdade.A partir desse instante, Zoe passa a reviver momentos cruciais de sua vida e percebe que talvez tenha conseguido uma segunda chance: uma oportunidade de fazer tudo diferente, de focar naquilo que realmente importa, de mudar os rumos do relacionamento – e, quem sabe, o destino de seu grande amor.


Perto o bastante para tocar tem uma trama diferente, e apesar de não ter lido o primeiro livro da autora publicado aqui no Brasil (Antes de Partir) já estou ansiosa por esse. A capa está linda e apesar da condição da personagem, o livro parece ter um toque de romance com um pouco de mistério. Mais um livro que não poderia deixar de estar na minha lista de desejados!

Sinopse: Uma jovem alérgica ao toque de humanos. Da autora de Antes de partir Jubilee Jenkins é uma jovem com uma condição médica rara: ela é alérgica ao toque de outros humanos. Depois de uma humilhante experiência de quase morte na escola, Jubilee tornou-se uma reclusa, vivendo os últimos nove anos nos confins da pequena Nova Jersey, na casa que sua mãe deixou quando fugiu com um empresário de Long Island. Mas agora, sua mãe está morta, e, sem seu apoio financeiro, Jubilee é forçada a sair de casa e encarar o mundo do qual tem se escondido — e as pessoas que o habitam. Uma dessas pessoas é Eric Keegan, um homem que acabou de se mudar para a cidade por causa do seu trabalho e que está lutando para descobrir como sua vida saiu dos trilhos. Até que um dia, ele conhece uma mulher misteriosa chamada Jubilee.

Ao ler a sinopse de Um Diário Para Melissa eu já imaginei um livro envolvente que parece ser difícil não gostar. Sempre gostei de diários e li poucos livros com eles, mas essas histórias costumam ser repletas de segredos que envolvem os personagens da trama. Somado a isso, também tem receitas, então não poderia deixar de embarcar nessa aventura. Espero que seja uma boa leitura.

Sinopse: Por 15 anos apresentadora do programa Spotlight, da BBC, a jornalista e escritora britânica Teresa Driscoll conta, em seu emocionante romance de estreia, uma história sobre perda e luto, amadurecimento e superação. Melissa Dance acaba de completar 25 anos e ganha um presente inesperado: um diário escrito por sua mãe, morta quando ela estava com apenas oito anos de idade. Vítima de um câncer, Eleanor decidiu colocar no papel segredos, conselhos, receitas e outros escritos para a filha que ela não veria crescer e se tornar uma mulher. Emocionada e em choque, Melissa parte numa viagem de férias levando consigo o caderno, mas, acima de tudo, revisita aromas e sabores da infância, revive dores nunca superadas completamente e se surpreende com segredos revelados pela mãe que ela mal conheceu. E enquanto tenta lidar com os dilemas que a vida apresenta no presente, acaba se encontrando através de seu passado.


O Problema do Para Sempre é um Young Adult que despertou a minha curiosidade a partir da premissa da garota calada que reencontra com o melhor amiga. Amo esses livros que passam no Ensino Médio e me fazem relembrar um pouco desse período da adolescência, é impossível não ter vontade de ler.

Sinopse: Um romance emocionante sobre uma menina que procura se encontrar. Mallory Dodge viveu muito tempo em silêncio. Mas o destino lhe reserva um novo desafio. Já na infância, ela percebeu que só poderia sobreviver se ficasse calada. Teve que aprender a ficar o mais quieta possível. Aprendeu a passar despercebida, a se esconder. Mas agora, após ter sido adotada por pais amorosos e dedicados, ela precisa enfrentar um novo desafio: sobreviver ao último ano do Ensino Médio em uma escola de verdade. O que Mallory não imaginava é que logo no primeiro dia de aula daria de cara com um velho amigo que não via desde criança, quando viviam juntos no abrigo. A garota começa a notar que não é a única que guarda cicatrizes do passado, além de uma paixão adormecida e inevitável.


Quando esse livro lançou no Goodreads, vi muitos comentários positivos a respeito e até coloquei na minha lista de desejados em inglês, mas fiquei feliz por ter lançado aqui no Brasil. A sinopse me lembrou os filmes sessão da tarde, parecendo ser bem fofo, além de viajar para a Itália. Mal posso esperar pra começar a leitura.

Sinopse: Um verão na Itália, uma antiga história de amor e um segredo de famíliaDepois da morte da mãe, Lina fica com a missão de realizar um último pedido: ir até a Itália para conhecer o pai. Do dia para a noite, ela se vê na famosa paisagem da Toscana, morando em uma casa localizada no mesmo terreno de um cemitério memorial de soldados americanos da Segunda Guerra Mundial, com um homem que nunca tinha ouvido falar. Apesar das belezas arquitetônicas, da história da cidade e das comidas maravilhosas, o que Lina mais quer é ir embora correndo dali. Mas as coisas começam a mudar quando ela recebe um antigo diário da mãe. Nele, a menina embarca em uma misteriosa história de amor, que pode explicar suas próprias origens. No meio desse turbilhão de emoções, Lina ainda conhece Ren e Thomas, dois meninos lindos que vão mexer ainda mais com seu coração. Uma trajetória que fará Lina descobrir o amor, a si mesma e também aprender a lidar com a perda. Amor & Gelato é uma deliciosa viagem pelos mais românticos pontos turísticos italianos, com direito a tudo de mais intenso que o lugar tem a oferecer: desde paixões até corações partidos.

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Filmes

Vamos falar sobre músicas e filmes?

09 julho


Bom dia, boa tarde, boa noite. Aqui é o Renner e hoje eu vim trazer algo diferente aqui para o blog.  Sou aficcionado por música e, por isso, estou sempre em busca de mídias que me tragam novas boas experiências sobre o assunto. Então hoje vim compartilhar com vocês alguns filmes sobre música (não necessariamente musicais) que marcaram minha trajetória. Vamos lá que tem filme de todos os gêneros e gostos.

August Rush – O som do Coração : Filme com uma backstory muito legal de um menino abandonado que vive num orfanato mas que sente a música (alguns músicos possuem realmente esse sentido, é algo impressionante). Este talentoso garoto um dia foge do orfanato e vai viver nas ruas de uma grande cidade e logo descobre os músicos de rua. O curioso é que esse filme é quase um Oliver Twist (pra quem não conhece, é uma famosa obra de Charles Dickens). Vale muito a pena, filme com final feliz bacana.

O Solista : Trata-se de um filme de drama bastante triste em alguns aspectos. Um jornalista sofre um acidente e vai parar no hospital. Durante esse processo, ele começa a ouvir uma música que lhe interessa e busca a fonte dessa música, descobrindo Nathaniel, um mendigo que possui um quadro de esquizofrenia e que encontra na música clássica um dos seus únicos refúgios. O jornalista Steve começa a freqüentar o local onde Nathaniel toca e com o tempo tenta se aproximar e criar um laço muito bacana com ele, trocando idéias sobre o violino. Apesar de dramático, o final é legal, o filme fecha bem e mostra uma realidade interessante. Ponto especial pro Jamie Foxx que atua de uma forma fabulosa.

Whiplash – Em Busca da Perfeição : Outro filme com um tom de drama dirigido por Damian Chazelle e com música composta pelo (na minha opinião) talentoso e promissor Justin Hurwitz, este filme conta a trajetória de um jovem baterista no melhor conservatório dos EUA. Em busca do sonho do reconhecimento como um grande baterista de jazz, Andrew Neiman estuda com muita dedicação até que um dia é visto e chamado pelo professor mais reconhecido e carrasco do conservatório, Terence Fletcher, interpretado por J.K. Simmons (e que provavelmente vai marcar eternamente a carreira do ator pela grande atuação). O começo de um sonho pode se tornar um pesadelo, na medida em que Fletcher adota métodos nada convencionais de ensino. Com tomadas diferentes de qualquer filme que você deve ter visto, a emoção acompanha cada golpe da baqueta de Neiman e a gente sofre junto (principalmente se você for músico). Aclamado pela crítica, bastante criticado pelos músicos (pelo desincentivo a carreira de músico, que é mesmo as vezes aquele terror todo), este é o meu favorito disparado na lista.

Letra e Música : Filme com o estilo da sessão da tarde, com um tom leve e bem gostoso. Neste filme, Hugh Grant é um astro do Pop dos anos 80 com carreira decadente e que faz ponta em pequenos eventos (feiras, talk shows) para sobreviver, até que uma nova oportunidade de voltar ao sucesso surge quando a atual diva do pop o convida para compor uma música e gravar junto com ela em dueto. O problema é que ele nunca compôs e se encontra numa situação difícil, até que surge uma salvação: Sophie Fisher (Drew Barrymore) que cuida de suas plantas começa a ajudá-lo. O filme trás aquela nostalgia das musicas de bandas famosas como Wham!, KC and The Sunshine, Rick Astley e companhia. Outros pontos curiosos são que reza a lenda que esta história é um paralelo da história pessoal de George Michael e que o clipe de “Pop Goes My Heart”, música de abertura lembra em cenário “Play The Game Tonight” do Kansas e o design do Grant lembra muito o Rod Stewart. Filme recheado de referências.

La La Land : Um filme muito bem cotado atualmente, vencedor de algumas estatuetas e indicado a muitas delas, traz na direção e composição de músicas a mesma dupla de Whiplash. A sinopse do filme é bem previsível e clichê dos filmes de Hollywood, com a mulher que atende numa lanchonete e sonha em ser atriz mas está difícil e um cara que tem o sonho voltado pra música e os dois se conhecem, trocam farpas, óbvio que se apaixonam e... Assista pra ver, vale a pena. O final vai mexer com você, com certeza. Este filme me ganhou pela trilha sonora que Hurwitz fez de uma forma magistral.
Bom galera, é isso. Não estou dizendo que são os melhores filmes sobre música, não fiz nada em ordem, se deixei de citar algum por favor, deixe nos comentários. Eu gosto muito desses filmes todos principalmente pelas músicas que são feitas pros filmes que são muito boas. Aqui abaixo vão algumas menções honrosas para outros filmes sobre música. Espero que vejam, gostem e se encantem assim como eu.
- A escolha perfeita.
- A última música.
- Sing
- Escola do Rock
- Detroit: cidade do rock

PS: Não citei nenhum filme biográfico, eles são legais mas as bandas estão/estiveram aí então não foi algo com um processo de criação, mas são ótimos filmes.
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HQs/Mangás

Resenha: O cão que guarda as estrelas

05 julho



Sinopse: O cão que guarda as estrelas, de Takashi Murakami, é uma graphic novel que conta uma aventura vivida por dois companheiros: um simples senhor, sem dinheiro, emprego, ou família, e seu cachorro. Juntos, eles farão o possível para viver e sobreviver a sua viagem pelo interior do Japão.O diferencial da narrativa fica por conta do ponto de vista. Os acontecimentos são vistos sempre pelo olhar do cachorro e a perspectiva canina dos fatos e seus sentimentos são os companheiros do leitor ao longo das páginas. (Universo HQ)

Quando me propus a conhecer o universo dos mangás não fazia ideia do que me aguardava, não fazia a menor ideia do quanto esse tipo de leitura poderia me afetar e transformar a minha visão de mundo, abordando temáticas interessantíssimas e trazendo enredos emocionantes. Posso dizer que conhecer os quadrinhos japoneses foi uma aposta certeira. Até o momento só fiz leituras que me agradaram e me instigaram a ir em busca de novas em seguida. Foi nessa busca que me deparei com o mangá “O cão que guarda as estrelas”, a princípio encantada pela bela capa e pelo fato do protagonista ser um cãozinho e em seguida pelos elogios que vi tecidos em tantas outras resenhas, porém o mesmo se encontrava esgotado e não o encontrava em livrarias, até que já sem esperanças o vi disponível no site da Amazon, não parei para pensar e o comprei e não me arrependo nenhum segundo pela compra.

Happy é um cãozinho adorável que adora passear com o seu dono diariamente. É durante esses passeios que os dois começam a desenvolver uma bela relação de amizade e com o passar dos anos os dois ficam ainda mais próximos. O seu dono acometido por uma doença grave e desempregado acaba sendo abandonado pela esposa, o relacionamento com a filha também deteriorado acaba afastando-o das duas. Sem ter muitas posses após o divórcio ele parte por uma viagem junto com o seu cãozinho Happy pelo litoral do Japão.

O que esperar dessa viagem? Muitas emoções meus caros leitores. Através de uma visão repleta de sensibilidade e cheia de pureza que só pode ser passada através de narrativas do ponto de vista de animais e crianças, o enredo vai tomando forma e impressionando com as belas ilustrações. Ao mesmo tempo que a amizade entre o cão e seu dono aqueceu o meu coração os meus olhos ficaram marejados tomados pelo drama sensível que era desenvolvido ao longo das páginas. Desde o início o leitor já tem um vislumbre do final triste, porém a caminhada até aquele momento é extremamente rica e intensa. É nos percalços encontrados que o leitor é tomado pelo amor entre o dono e seu melhor amigo e é difícil se tornar imune a esse sentimento tão grandioso que está sendo retratado ali.


Eu não tenho dúvidas que os cães são seres iluminados que preenchem a vida de seus donos com uma amizade e fidelidade inquestionável, portanto já esperava que a leitura iria me comover, o que eu não esperava era a intensidade com que iria me atingir, despertando uma verdadeira enxurrada de lágrimas. Mesmo com toda a carga dramática, encerrei a leitura com o coração cheio de bons sentimentos e extremamente feliz por ter realizado essa leitura.
Ilustração extraída do site Natalie.

A obra foi premiada em diversos países e ganhou até um filme que foi baseado nesse mangá. Espero ter a oportunidade de falar sobre o filme e sobre a continuação “O outro cão que guarda as estrelas” em breve aqui no blog.
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Biografia

Resenha: Sonho Grande

27 junho


Sinopse: Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira ergueram, em pouco mais de quatro décadas, o maior império da história do capitalismo brasileiro e ganharam uma projeção sem precedentes no cenário mundial. Nos últimos cinco anos eles compraram nada menos que três marcas americanas conhecidas globalmente: Budweiser, Burger King e Heinz. Tudo isso na mais absoluta discrição, esforçando-se para ficar longe dos holofotes. A fórmula de gestão que desenvolveram, seguida com fervor por seus funcionários, se baseia em meritocracia, simplicidade e busca incessante por redução de custos. Uma cultura tão eficiente quanto implacável, em que não há espaço para o desempenho medíocre. Por outro lado, quem traz resultados excepcionais tem a chance de se tornar sócio de suas companhias e fazer fortuna.
Sonho grande é o relato detalhado dos bastidores da trajetória desses empresários desde a fundação do banco Garantia, nos anos 70, até os dias de hoje.
Sabe aquela sensação de que o Brasil não vai pra frente, que o brasileiro é medíocre e nunca vamos superar as grandes potências que todos nós acreditamos sempre? Os sujeitos deste livro não sabem. Sonho Grande é uma biografia não autorizada sobre três empresários brasileiros (e todos os grandes talentos que eles foram lapidando pelo país afora) que nunca foram movidos por dinheiro e sim por sonhos, e assim nunca pararam, sendo hoje donos (maiores sócios) de grandes nomes que você acredita serem norte americanos. Ele conta como do zero, se tornaram donos da maior cervejaria do mundo e de quebra algumas das maiores marcas dos EUA, com sua cultura forte e sua receita simples de sucesso (que parece até mágica). Ler a trajetória desses caras faz você entender que não precisa ser rico nem estudar fora do país pra fazer coisas grandes. E como dizia Jorge Paulo Lemann (pessoa mais rica do Brasil por 4 anos consecutivos) sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno, então porque sonhar pequeno? O livro ensina muitas coisas boas de aplicar desde as pequenas coisas até os níveis empresariais, conta toda a trajetória (inclusive os “tiros errados” e os riscos) e, de quebra, traz uma sensação muito gostosa ao rir de certas situações e se orgulhar de tantas outras. Eu não sei vocês, mas são essas pessoas aqui que me fazem me orgulhar do Brasil, gente que contorna as adversidades, que leva o time junto pra crescer e deixa marcas de sucesso por onde passa, criando gerações cada vez maiores de gente capaz e com sede, que quer fazer mais e melhor. Meus ídolos são os brasileiros campeões de campeonatos acadêmicos/científicos que nadam contra a maré (Battlebotz e Neurociências), são os empreendedores que vão lá e mostram que competitiva é a nossa cultura (a cultura que eles empregam nas empresas, e que todos nós devíamos aprender). Mais que um livro de empreendedorismo ou uma biografia, este é um almanaque nacional do “você pode, vamos juntos”. Além disso, esses caras reinvestem em fundações e na educação pública nacional (Fundação Estudar, Fundação Zerrenner, Endeavor Brasil), fazendo muito mais pelo Brasil (falem mal das empresas privadas gananciosas e egoístas agora) que muitos políticos e até cidadãos. Então larga essa síndrome de cachorro vira-lata que todo brasileiro tem, porque o Burguer King, a Budweiser e a Heinz são de brasileiros, e se reclamar, eles vão comprar a Coca, a Pepsico (dona da Pepsi), a Unilever e a P&G (uma já até teve oferta). Recomendo demais esse livro para todos os brasileiros (principalmente os jovens), leitura flui demais e dá gosto de ler.
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Biblioteca Azul

Resenha: A Redoma de Vidro

20 junho


A Redoma de Vidro romance escrito por Sylvia Plath foi uma das melhores leituras que fiz esse ano e confesso que precisei de um tempo para conseguir escrever essa resenha, não é pelo fato da escrita ser difícil e sim por se tratar de um livro tão intenso e que me deixou extremamente confortável com assuntos tão densos como depressão e suicídio.  Eu precisei de um tempo a mais para refletir sobre todo o seu conteúdo e acredito que jamais conseguirei expressar o máximo da sua essência em palavras, mas irei tentar.
Esther Greenwood é uma jovem do interior estudiosa e que sempre se destacou, até que um dia vê sua vida se transformando ao conseguir um estágio em uma famosa revista em Nova York. Essa nova experiência iria permitir Esther a conhecer uma nova cultura, pessoas novas, viver em um mundo glamouroso e ter uma grande experiência profissional, porém o que parecia promissor acaba despertando uma torrente de sentimentos que desencadearia uma depressão.
É tão leve e tão poética a forma como o enredo vai avançando que essa transição em que a depressão vai sendo desencadeada é passada de forma natural, a forma como os sinais vão aparecendo me envolveram no universo de Esther, compreendi-a e senti junto a ela todos os transtornos causados por essa doença. É extremamente fácil se conectar a protagonista, ela é real, sincera, uma pessoa tão comum. De forma progressiva ela deixa de lado seus sonhos e começa a tentar encontrar formas para cessar o seu sofrimento.
Algumas pessoas classificam esse livro como autobiográfico já que a autora passou por diversas situações similares às da protagonista, inclusive na época em que estava escrevendo-o foi submetida a tratamentos para melhorar a sua condição e por fim, acabou optando pelo suicídio aos trinta anos. Quando um assunto está em foco é necessário debater e entender que depressão é uma doença e que precisa ser cuidada da maneira certa.  Muitos avanços foram feitos nos tratamentos psiquiátricos que antes chegavam a ser medonhos, hoje em dia, é possível encontrar formas de acordo com cada caso e além disso, é importante ter o apoio de familiares e amigos.
O livro fala como eram os tratamentos psiquiátricos na época, muitas vezes pacientes que não tinham condições de serem internados em clínicas ficavam reclusos em áreas isoladas de hospitais, as quais lembravam um porão. Aborda ainda sobre a lobotomia - procedimento cirúrgico amplamente usado antigamente para o tratamento de pacientes esquizofrênicos - e tratamentos de choque. Esse último foi uma surpresa ao saber que não foi extinto como eu imaginava, já naquela época quando ministrado de forma correta o procedimento se torna indolor e pode apresentar resultados favoráveis.


Um livro intenso, cheio de nuances, sincero, com um tema relevante e com uma escrita fluida que me impressionou, um retrato real de como uma pessoa que sofre com a depressão pode ir de um estado ao outro de forma sutil, sem ao menos perceber qual o rumo está tomando. Essa não é uma leitura que aconselho para uma pessoa que esteja passando por uma fase difícil, pois acredito não irá ajudá-los, acho que é melhor reservá-lo para um momento mais adequado e mergulhar nesse universo sabendo o que o espera.


A vida de Sylvia Plath pelo pouco que pesquisei é bem interessante e sem dúvidas pretendo me arriscar tanto em suas poesias como em seus diários, além disso, há diversas biografias publicadas sobre a autora e acredito que serão leituras ainda mais densas e surpreendentes.
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HQs/Mangás

Resenha: Esquadrão Suicida - Vivendo no Limite

17 junho



Sinopse: Algo de podre no esquadrão Enquanto os integrantes da Força-Tarefa X – mais conhecida como Esquadrão Suicida – tentam se recuperar da desastrosa missão em Gotham City, um segredo sombrio vem à tona com a descoberta de um traidor dentro da equipe. Treinado por Regulus, o líder de uma organização terrorista, o sabotador tem ordens de eliminar Amanda Waller e expor o Esquadrão. Em meio a isso, o grupo é incumbido de caçar e prender o misterioso meta-humano Mitch Shelley, também chamado de Ressurreição. No entanto, isso pode se revelar mais mortal do que se pensava, além de fazer parte do plano suicida de Waller para deter Regulus. Reunindo as edições originais Suicide Squad 8-13 E Resurrection Man 8-9 Em 188 páginas, este volume apresenta uma história que revira as entranhas do Esquadrão Suicida, bem como os coloca em uma de suas missões mais letais. O roteirista ADAM GLASS (da série de tevê Supernatural), com a ajuda dos Artistas Federico Dallocchio (Starcraft) e Fernando Dagnino (Superman), traz uma aventura recheada de ação e insanidade como só poderia ser em se tratando desta equipe.

Explosivo. Se tivesse que definir em uma palavra essa HQ, seria assim. O segundo encadernado dos bad guys da DC na série os novos 52 dá continuidade a Esquadrão Suicida: Chute na Cara (tem resenha dele aqui no blog, se não leu corre lá e confere rapidinho clique aqui). Se você gostou do primeiro, deve amar este aqui por vários motivos. O primeiro motivo é que ele tem muito mais ação que o primeiro (e o primeiro tem um pouco de ação já , então...). O segundo é que ele tem mais consistência na história e é cheio de plot twists de dar até infarto de tão emocionante. O terceiro é que o esquadrão faz menos rotação de membros que no primeiro encadernado, então dá pra acompanhar melhor quem é quem e qual a história de fundo de cada um. O título original é Basilisk Rising, mas adaptá-lo ao invés de somente traduzir serviu muito melhor. Isso porque vivendo no limite descreve exatamente a situação: Um esquadrão com membros desgastados, pirando, de saco cheio, cuja líder também não está nada bem. Os personagens são legais, diferentes e as situações bem exploradas. E tem ação o tempo inteiro. Não tem um minuto de descanso para esses vilões. Vivendo no limite não fecha o cerco. Ao contrário, deixa a história muito aberta para uma sequência (exatamente como no primeiro, quem leu vai entender). Super recomendado (junto com o primeiro, pra entender tudo), essa série do Esquadrão nos novos 52 tem tudo pra dar muito certo, trabalho de primeira do roteirista Adam Glass. Corre lá e confere pra ver do que estou falando.


Curiosidade: Por ser composto pelos mensais 8-13 de suicide squad e 8-9 de Resurrection Man, dá pra notar que Amanda Waller e a Dra. Visyak mudam drasticamente na arte de Resurrection Man. Entretanto não tem muita diferença nos membros do esquadrão. Confira as fotos pra ver.
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Contos de Fadas

Resenha: A Bela e a Fera

12 junho


Título: A Bela e a Fera - Autores: Madame de Beaumont e Madame de Villeneuve - Editora: Zahar - Edição:2016 - Páginas: 240 - Classificação:✩✩✩✩✩
Hoje o post é especial para o dia dos namorados, por isso decidi trazer a resenha do livro “A Bela e a Fera” que traz uma das histórias de amor mais bonita dos clássicos, um livro que chama a atenção para a bondade, gratidão e beleza interior. Escolhi a edição publicada pela Zahar por conter duas versões dessa história, a mais popular escrita por Madame de Beaumont e a versão original escrita por Madame de Villeneuve. As duas versões são sensacionais e sem a menor sombra de dúvidas deveria ser lida por todos os admiradores dos contos de fadas.
Se você está pensando que esse é mais um livro infantil, que traz apenas uma mensagem rasa sobre não julgar uma pessoa pela aparência, você está enganado(a). A versão de Madame de Beaumont possui um enredo bem mais simplista, porém apresenta seus encantos para as mais diversas faixas etária e por se tratar de uma versão mais curta e com a quantidade de personagens reduzidas é a mais indicada para o público infantil. Já a versão original traz uma trama composta por diversos personagens, bem enlaçada e bem justificada, temos a história em três perspectivas diferentes primeiro da Bela, seguida pela Fera e por fim, de uma fada benfeitora.
As duas obras possuem em comum o contraste entre a beleza externa e a interna entre os personagens, as irmãs da Bela são donas de uma beleza inegável, porém por dentro são fúteis e invejosas, já a Fera possui uma aparência animalesca e apesar dos atos rudes possui um grande coração repleto de generosidade. A Bela é encantadora, dotada de talentos, bondade e não é preciso mencionar sua beleza, ela se vê em uma situação que se sente incubida de salvar a vida do pai, mesmo que isso signifique sacrificar a própria vida. É através do convívio com a Fera que aos poucos ela vai descobrindo o amor e valorizando outras coisas além da aparência física. Além disso, a Bela tem um papel de humanizar a Fera, deixá-la mais dócil e com atitudes mais humanas.
Madame de Villeneuve inseriu em sua obra conflitos de interesses entre fadas e distinções de classes sociais. Como mencionei no início desta resenha, a sua história é redonda, bem enlaçada e minimamente justificada, é apresentado o motivo da Fera ter sido aprisionada em uma aparência animalesca, mas também é apresentada a história da fada que o aprisionou, além disso, um segredo sobre o passado e as origens de Bela é revelado.
As duas versões possuem uma escrita fluida, que chama a atenção pela riqueza de vocabulário e pelas belas mensagens deixadas como lição. É possível realizar a leitura de uma só vez, independente do fato que a versão original tem uma estrutura que se assemelha mais a um romance devido aos diversos níveis apresentados e ser um pouco mais longa que a versão popular, ainda é possível realizar a leitura em poucas horas.
A edição da Zahar possui uma apresentação no início que conta um pouco mais sobre a vida das duas autoras, traça uma comparação entre as obras e fala um pouco sobre outros contos inspirados nessa história incrível.
Preciso ainda mencionar que a primeira é a que mais se aproxima do que é apresentado na versão de desenho animada que se tornou popular nos anos de 1990 e foi produzida pelo estúdio Disney, logo acredito que seja a mais fácil de agradar um maior número de leitores. Eu ainda não assisti a versão protagonizada por Emma Watson, mas em breve irei vê-la e espero ter a oportunidade de fazer um review aqui no blog. A segunda já é uma versão mais adulta com grandes intrigas e muitos detalhes.



Este é um livro que recomendo a todos que gostam de um bom romance, principalmente dos eternizados em contos de fadas, mesmo que já tenha conhecimento de ao menos de uma versão a leitura será recompensadora. A leitura é leve e agradável.
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