Isaac Asimov entrou para a minha lista de autores favoritos desde o momento que tive o meu primeiro contato com o livro “As cavernas de aço”, a partir daí me vi imersa em um universo de ficção cientifica que apesar da presença de alguns termos técnicos conta com enredos de fácil entendimento e com desenvolvimentos originais.  Apesar de não seguir a ordem cronológica exata de suas obras tenho me aventurado entre um livro e outro e, os resultados tem sido sempre positivos, como no caso mais recente “Pedra no céu” mais uma leitura prazerosa e altamente satisfatória.
"Foi então que levou o pior choque de todos, porque as folhas de algumas daquelas árvores estavam avermelhadas, e na curva de sua mão ele sentiu a natureza quebradiça de uma folha seca. Ele era um homem da cidade, mas o outono era algo que sabia reconhecer."
O protagonista desta história é Schwartz, um senhor já de idade que atravessa as barreiras do tempo involuntariamente e chega em uma Terra totalmente diferente da que estava habituado. O planeta agora já não é mais o único habitado da galáxia e ficou esquecido no tempo. Sua população foi drasticamente reduzida devido a radioatividade e o restante do Império Galáctico se quer considera que um dia a Terra foi a origem da humanidade. O idioma adotado também é diferente e quando um cidadão completa sessenta anos ele deve se entregar as autoridades para deixar de viver. Schwartz se ver perdido em meio a esse mundo agora desconhecido para ele e após uma andança encontra abrigo em uma fazenda.
"- Para o resto da galáxia, se é que notam a nossa existência, a Terra é apenas uma pedra no céu. Para nós é o nosso lar, e o único lar que conhecemos. (...)"
O fazendeiro que o abriga sem saber como estabelecer uma comunicação com o misterioso homem e por medo dele ser um espião, entrega-o ao cientista Shekt para que o mesmo possa realizar testes que terão resultados que irão mudar totalmente o rumo da história do planeta Terra.
Com uma narrativa fluida e leve Asimov envolve o leitor em um universo envolto de segredos, conspirações políticas e um romance singelo (vale ressaltar que esse está longe de ser o foco principal da história). A Terra não possui as características atuais devido aos efeitos da radiação. Na época em que o livro foi escrito, 1949, os efeitos da radiação em Hiroshima ainda eram amplamente discutidos e Asimov acreditava que a humanidade poderia sobreviver aos níveis de radiação, inclusive no posfácio ele pede aos leitores que coloquem suas descrenças sobre esse fato de lado já que não poderia mudar mais a história sendo que a radiação é um dos elementos primordiais do enredo. Posso garantir que indiferente a esse fato, essa é uma história que convence e ampliou ainda mais o meu interesse pela ficção cientifica.
Este é o romance de estréia e a base para a criação de uma das obras mais famosas do autor, a trilogia Fundação. Para quem tem curiosidade de conhecer um pouco sobre o universo que constitui o Império Galáctico este livro é uma excelente porta de entrada e se gostar dele sem dúvidas não irá querer parar de ler até chegar nos livros da Fundação.
A narrativa em terceira pessoa permite o leitor ter uma visão geral de pontos de vista distintos, o que enriquece ainda mais a experiência de leitura. Os personagens são bem compostos, interessantes e todos agregam valor ao livro.

Uma leitura agradável do início ao fim, que sem dúvidas valeu a pena ser feita. Mais uma leitura surpreendente acrescida a minha meta de 2017, não vou me estender mais sobre esse livro, somente indicá-lo a quem gosta de ficção científica e a todos que gostam de histórias com ação e cheia de reviravoltas.
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Sinopse: As mais famosas histórias são sobre heróis combatendo o mal, finais felizes, bons príncipes e princesas. Já na ficção Vermelho – Um Amor de Sangue, Juck Olegário inova e decide contar o outro lado da história: o nascimento e crescimento de uma grande vilã, mostrando seus sentimentos e suas motivações para o mal.
Isabelle era uma menina simples, que viu sua mãe morrer e seu pai passar por dificuldades. Após ser escolhida para ser uma criada no grande castelo local, a moça lá cresce e, após uma série de fatos, se torna uma mulher vingativa e malvada. Tomada por todo o amargor e tristeza que passou na vida, Isabelle busca pelo seu verdadeiro final feliz, custe o que custar.
Não é nenhuma novidade que os vilões são os queridinhos do momento, é cada vez mais comum nos depararmos com adaptações de histórias nas quais eles são o centro seja vilões de contos de fadas ou mesmo de outros gêneros. A lista é extensa e cabe a outra postagem discutir um pouco mais sobre esses personagens tão interessantes, o foco desta resenha será em apenas uma personagem Isabelle do livro “Vermelho: um amor de sangue” escrito pelo jovem autor brasileiro Juck Olegário. Através de uma narrativa que acompanha a vida da vilã da infância a vida adulta o autor levanta vários questionamento sobre o que leva uma pessoa a ser má, ou mesmo será que essas pessoas possuem o direito de ter um final feliz.
Isabelle possui uma origem humilde, perdeu a mãe muito cedo e é criada pelo pai que precisa se esforçar bastante para alimentá-la, ela sonha em ser escolhida para trabalhar no castelo servindo aos seus reis e consequentemente melhorar sua condição de vida. Não tarda para suas preces serem atendidas e ainda na infância ela começa a trabalhar no castelo como serviçal de uma princesa refugiada de outro reino, Anabela, com quem possui uma amizade. Isa nutre uma paixão pelo príncipe e ainda na adolescência se envolve com ele, mesmo tendo conhecimento que ela não tem valor para ele, Isabelle se deixa ser usada movida pelo amor que sente.
Anabela assim como Isa também tem interesse pelo príncipe, porém devido a sua condição social o relacionamento entre os dois é viável o que desperta inveja na amiga. Não é só de inveja que a maldade em Isa se alimenta, após algumas tragédias que sucedem em sua vida um novo sentimento toma conta dela, a vingança. Como ela não tem o que perder e se encontra devastada, tomada pela raiva faz um acordo com um senhor que promete ensiná-la tudo o que sabe sobre magia, só assim ela poderá retornar ao reino forte e assumir o poder.
Esta é uma daquelas histórias que possuem potencial, porém apresenta algumas ressalvas, mas vamos por partes primeiro irei ressaltar os aspectos que considero positivos e em seguida irei explicar o que não me agradou tanto. A antagonista desta história possui um passado relevante que justifica bem sua sede por vingança, o que na minha opinião conta muitos pontos quando o leitor se aproxima da dor sentida pela personagem compreende o porquê dela se tornar cruel e se fechar para os bons sentimentos. A premissa contando a história de uma vilã não é algo novo, porém o autor conta de forma única misturando temas atuais com temas mais clássicos, indo do abuso de poder até ao empoderamento feminino que diga se de passagem que o último deveria ser um tema bem recorrente em diversos livros. A personagem é segura de si, tem um objetivo claro e doa quem doer ela irá atrás de seus ideais. O livro é bem organizado, os fatos são apresentados em uma linha de tempo contínua o que possibilita que a leitura seja feita em poucas horas.
Este não é um livro infantil, como já mencionei traz temas relevantes porém senti falta que estes fossem tratados de uma forma mais impactante, por não ser um autor com muita experiência acredito que é possível que ele amadureça ainda mais seu potencial de escrita. Uma forma seria explorando melhor a dor sentida pela personagem, por vezes, a sede de vingança tomou o espaço em momentos em que o leitor deveria sentir compaixão pelo que a vilã estava passando. A narrativa em terceira pessoa me incomodou algumas vezes, achei que alguns nós estavam desatados por isso, alguns buracos ficaram sem ser preenchidos e talvez uma empatia maior tivesse surgido caso tivesse sido adotada uma narrativa em primeira pessoa. O livro na minha opinião pode ser dividido em duas partes e a linguagem adotada na primeira não é condizente com o que dá a entender que deveria ser na segunda parte, eu esperava algo mais rebuscado e mais formal, mas diversas vezes me deparei com diálogos que adotaram algumas características bem informais na primeira parte.
A edição do livro ficou linda, a capa ficou marcante em tons de vermelho e eu achei-a bonita. A diagramação está ótima, a fonte muito confortável e de ótimo tamanho. O início de cada capítulo apresenta o desenho de uma coroa que deixou ainda mais charmosa a edição.

Fazendo um balanço geral a leitura foi agradável, trouxe temas relevantes e um enredo com grandes reviravoltas. Acredito que com o passar do tempo o autor irá aprimorar ainda mais sua habilidade como escritor e a apresenta uma escrita mais madura e forte.
Onde comprar: Livraria Cultura, Cia dos livros.

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Olá leitores, em primeiro lugar gostaria de pedir desculpas em nome da equipe ‘Um Rascunho a Mais’ pelos grandes intervalos entre as postagens aqui no blog, estamos passando por uma fase turbulenta e acreditamos que as postagens devem ser feitas com conteúdo e não apenas para somar em quantidade, por isso as postagens estão sendo espaçadas. Aos poucos estamos retomando o projeto e pretendemos trazer ainda mais resenhas e conteúdos interessantes para vocês que estão sempre nos acompanhando.
Decidi responder #tagliteraria que vi no instagram que consiste em responder algumas perguntas sobre alguns hábitos literários. Eu não sei quem foi o autor da tag para referenciar aqui, mas basta buscar a hashtag no instagram que irão achar diversas pessoas respondendo-a. Vamos as perguntas.
1 - Qual foi o último livro que você leu?
'Vermelho (Um amor de Sangue)' - Juck Olegário. O enredo do livro tem potencial com algumas ressalvas, mas em breve a resenha estará disponível aqui no blog.
2 - Com que frequência você lê?
Meu objetivo é ler um pouco todos os dias, porém nem sempre é possível devido às rotinas do trabalho ou mesmo conciliar com as tarefas da pós-graduação. Sempre que é possível me perco um pouco no universo da leitura.
3 - Qual o seu livro favorito?
É difícil citar apenas um. Não é segredo que sou potterhead de carteirinha, porém irei evitar a resposta óbvia e citar “O sol é para todos” (Harper Lee), uma história incrível repleta de camadas e lições que vale a pena ser lida.
4 - Qual o livro você menos gosta?
Outra pergunta difícil, 'Veneno (Saga Encantadas #1)' - Sarah Pinborough é um dos livros que li e não me agradaram tanto, o enredo deixou um pouco a desejar e não prossegui com a leitura dos demais livros da série.
5 - Qual a sua série de livros favorita?
Já falei que gosto de Harry Potter? (risos)
6 - Qual seu local preferido para ler?
Eu leio em qualquer lugar, porém o meu quarto me transmite a sensação de conforto que me agrada bastante.
7 - Qual livro está lendo?
Agora estou retomando a leitura de ‘Circo Mecânico Tresaulti’ (Genevieve Valentine), uma leitura que comecei e tenho adiado por falta de tempo, mas pretendo encerrar ainda esse mês.
8 - Qual vai ser o próximo?
Ainda estou me decidindo, provavelmente algum da Meta de Leitura 2017.

Espero que tenham gostado das respostas e sintam-se convidados a responder a tag.
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Não faz muito tempo que li o livro “Os 13 porquês” do autor Jay Asher e para a minha surpresa foi uma leitura que me convenceu e que me permitiu entrar no universo de Hannah, uma jovem que suicida e deixa uma caixa com algumas fitas cassetes que contam os motivos pelos quais ela tomou tal decisão. As regras são claras, cada fita tem uma história diferente narrada por Hannah e que diz respeito a uma pessoa que é um dos motivos de seu suicídio, ao todo treze pessoas devem receber essas fitas. O livro se passa quando Clay recebe essas fitas e começa a entender tudo o que aconteceu com a garota por quem era apaixonado. Como eu já mencionei foi uma total surpresa a forma como este livro me agradou, porém senti que algumas lacunas ficaram em aberto e me senti completamente satisfeita ao ver que as mesmas foram preenchidas com o conteúdo da série original da Netflix.
O seriado começa da mesma forma que o livro com Clay recebendo as fitas e cada episódio traz a história de um personagem diferente, a série aborda ainda como os pais reagiram a decisão de Hannah e como os demais personagens encaram lidam com o que as fitas leva a tona. Dessa forma, achei que o seriado deixou a história do livro ainda mais completa e até mesmo consertou alguns furos deixados pelo livro e como ponto principal levantou um grande questionamento sobre suicídio.
Todos sabemos que a adolescência é uma das fases mais difíceis, passamos por provações a todo tempo, crises de identidade, buscamos aceitação e apoio em outras pessoas, em alguns momentos é impossível não se identificar com situações vividas pelos personagens, eles são palpáveis e reais. Apesar da trama trazer a tona dramas adolescentes acredito que ela deva ser vista sem preconceitos em qualquer faixa etária, pois a mensagem retratada por ela faz a gente querer agir de outra forma, melhorar nossas relações seja com pessoas próximas ou mesmo com pessoas diferentes.
O bullying e a depressão são questões recorrentes na literatura e nas mídias sociais, o seriado veio para acrescentar ainda mais sobre esse assunto de forma direta, objetiva, mostrando desde a questões mais leves a situações difíceis de serem digeridas, que incomodam. Levantando uma bandeira contra o suicídio, alertando pais e jovens sobre os sinais deixados pelas pessoas que querem cometer o suicídio. Esse é um assunto que precisa ser debatido, acrescentado na vida dos jovens, mas não de forma leviana como vem sendo colocado e sim de uma forma onde os jovens se sintam confortáveis para expor seus medos e vencer todos os dramas vividos por eles.
Enfim, o seriado possui uma trama envolvente e que tem um forte apelo contra o suicídio, o tema deve ser levado a sério por todos. Pequenas atitudes podem fazer a diferença e podem salvar vidas.

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Sinopse: Galeno Amorim, jornalista, escritor e ativista da leitura, traz, em deliciosas crônicas do cotidiano, pequenas histórias de pessoas que transformaram e continuam a transformar suas vidas pelos livros. São relatos humanos e emocionantes que impressionam pela força poderosa das próprias histórias. Você não vai querer parar de ler!

Sempre gostei da leitura e por mais que soubesse do quanto ela transforma vidas, simplesmente não tem palavras que define este livro. De uma forma simples, cativante e por meio de várias histórias Galeno Amorim mostra leitores como eu e você que conseguiram construir uma nova história e serem mais felizes por terem descoberto os livros.
Esse é um daqueles livros que precisam ser lidos. Narrado em terceira pessoa, ele é preenchido por várias histórias reais de pessoas que descobriram a leitura em diferentes épocas da vida e não só conseguiram mudar a si mesmas, mas também os outros que vivem ao seu redor.
Quantas vezes você leu um livro e desejou que outras pessoas pudessem ler também? Quantas vezes você imaginou ter a sua vida mudada pelos livros? À medida que eu lia cada página fui percebendo que são essas histórias inspiradoras que nos fazem acreditar no poder da leitura. Conhecer um livro que em que nos identificamos com os personagens ou viajamos em sua narrativa que nem vemos o tempo passar simplesmente não tem preço.
Histórias de Gente que Lê é um presente para todos os leitores. Para aqueles que estão começando no mundo da leitura agora ou para aqueles que leram desde a infância. São histórias de leitores que começaram jovens ou na vida tardia e ainda assim tiveram esperança de viverem em um mundo melhor através da literatura. Tem personagens famosos do nosso meio, assim como anônimos que podem morar em algum lugar perto de você e compartilham do mesmo sentimento de amor pelos livros. Por isso, não deixe de embarcar neste livro! Depois de terminá-lo, você terá ainda mais certeza de que vale a pena ler e que tudo é mais fácil quando temos esses grandes amigos por perto. Um livro maravilhoso, que vai te fazer redescobrir o seu amor pela leitura!

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Sinopse: Madeline possui muitas habilidades preciosas: é uma excelente desenhista, escreve cartas como ninguém e tem uma criatividade fora do comum. Mas se tem algo em que ela nunca consegue obter sucesso, por mais que tente, é em se sentir confortável quando está cercada por muitas pessoas… Chega a lhe faltar o ar! Um baile para ser apresentada à Sociedade é o sonho de muitas garotas em idade para casar, mas é o pesadelo de Maddie.
E, para escapar dessa obrigação, a jovem cria um suposto noivo: um capitão escocês. Ela coloca todo o seu amor em cartas destinadas ao querido – e imaginário – Capitão Logan MacKenzie e convence toda a sua família de que estão profunda e verdadeiramente apaixonados.
Maddie só não imaginava que o Capitão “MacFajuto” iria aparecer à sua porta, mais lindo do que ela descrevia em suas cartas apaixonadas e pronto para cobrar tudo o que ela lhe prometeu.

O primeiro livro que li de Tessa Dare foi Romance com o Duque e não posso negar que fiquei encantada com a leitura. A forma como a autora narra a história é surpreendente e suas personagens são mais fortes do que imaginamos, além de terem muita criatividade. Com A Noiva do Capitão não foi diferente. Mais uma vez, Tessa me surpreendeu e provou sua habilidade incrível em escrever romances históricos que são dignos de se tornarem filmes.
Madeline Eloise ou Maddie como era conhecida pela família tinha pavor de estar em público e ela se sentia bem melhor em meio as suas ilustrações e já nem se lembrava de quando começou o seu primeiro desenho. A ideia de se socializar ou aparecer em bailes a apavorava, mas ela sabia que não tinha como escapar disso. Ela vivia com o seu pai e a sua madrasta que sonhava em arranjar-lhe um bom casamento e quando sua madrasta disse que gostaria de apresentar-lhe um rapaz, mas Maddie disse que tinha conhecido alguém e é a partir dessa mentira em que sua história com seu inventado Capitão Logan Mackenzie começa. Ela passa a escrever cartas para ele e a envia para algum lugar sem saber seu destino, contando coisas importantes da sua vida.

"Querido Capitão MacFajuto,
Existe algo mais horripilante do que ser testemunha do caso de amor de seu próprio pai? Argh. Todo mundo sabia que ele precisava se casar de novo para ter um herdeiro. Encontrar uma esposa jovem e fértil era o que fazia mais sentido."

Porém, como toda história de amor que começa por uma mentira precisa terminar, Maddie não encontra alternativa a não ser dizer para todos que o Capitão morreu e passar por um longo período de luto. Durante esse tempo ela havia herdado um castelo e morava com sua tia Thea e após alguns anos tudo estava bem até ela receber uma visita inesperada: o Capitão Logan Mackenzie e ele ainda havia lido todas as suas cartas! Como lidar com uma mentira tão grande quando o personagem principal é mesmo real? E quando ele sabe de todas as suas mentiras e a ameaça de deixar todos saberem da verdade se ela não cumprir suas promessas? Como será conviver ao lado de alguém que por tantos anos Maddie criou em sua imaginação?
A Noiva do Capitão é um livro maravilhoso que tem a magia dos contos de fadas e a percepção do quanto uma mentira pode ser difícil de ser desfeita. Enquanto Maddie é uma jovem que luta pelos seus sonhos e acreditava estar condenada a solteirice, Capitão Logan Mackenzie é um homem que só deseja reconstruir sua vida em um lugar seguro para ele e os homens que o acompanham da guerra. Uma guerra que deixou sequelas na vida de todos eles.
Mais uma vez, Tessa me surpreendeu ao construir personagens que são perfeitos, mas que tentam conviver com os seus problemas e com a convivência vão descobrindo que outros sentimentos podem surgir. Narrado em terceira pessoa, é possível compreender a dimensão de cada personagem na trama e ao mesmo tempo se divertir com alguns momentos de tensão entre eles. Para quem procura um romance histórico diferente e ao mesmo tempo encantador, eu recomendo este livro!

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A Editora Generale irá publicar em maio o segundo livro da série “Elric de Melniboné”, o primeiro volume traz uma breve introdução sobre o universo em que se ambienta a história, além de elementos básicos de RPG, ação, traição e muitas surpresas. Para conferir a resenha do primeiro livro clique aqui.
Elric é um protagonista totalmente diferente do habitual e não é somente pelo fato de ser albino, nem de longe ele é um herói, ele é ambicioso, egoísta e ao mesmo tempo audacioso. Longe de ser perfeito e justamente por isso é um personagem surpreendente que merece ser conhecido por muitos.
As expectativas para o segundo volume já são altas e espero me surpreender ainda mais dessa vez. Abaixo segue a sinopse, porém, caso tenha interesse em ler o primeiro livro recomendo que leia-o primeiro antes de ler a sinopse.
Disponível em pré-venda, clique aqui.


Sinopse

O imperador albino Elric de Melniboné, acompanhado de sua espada Stormbringer, continua sua jornada extraordinária neste segundo livro. Após deixar o trono com seu primo Yyrkoon e Cymoril, o herói parte de casa com o objetivo de aprender mais sobre outros reinos e vive uma série de aventuras por dimensões diferentes, mares desconhecidos e navios misteriosos, além de sofrer com perseguições de vilões sobrenaturais, novos inimigos e batalhas que desafiam sua sanidade, crenças e tudo o que conhecia.
Ícone da literatura fantástica com uma série de fãs ao redor do mundo, a história de Michael Moorcock inspirou muitas bandas e artistas.
Pela primeira vez, a editora Generale traz essa saga para os leitores brasileiros com a tradução dos textos originais de Elric de Melniboné e lança agora o segundo volume.


Um pouco sobre o autor

Michael Moorcock nasceu em Londres em 1939 e publicou seu primeiro romance em 1962. De 1964 a 1980, ele editou a revista de fantasia e ficção New Worlds. Escreveu músicas em parceria com a banda Blue Öyster Cult e fez scripts para filmes e jogos interativos de computador. Um de seus romances, Behold the man, venceu o Nebula Award; Gloriana, o Guardian Fiction Prize. E Mother London entrou no top Whitbread Prize. Suas obras influenciaram grandes autores da literatura mundial: Neil Gaiman, George R. R. Martin, entre outros.
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